AGROECOLOGIA E OS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO NA CACTUS, SENHOR DO BONFIM-BA.

Autores

  • Cleiton Henrique da Silva Almeida IF Baiano

Resumo

O presente trabalho aborda as experiências de um estágio supervisionado do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias, do IF Baiano – Campus Senhor do Bonfim, voltado para a prática profissional em espaços não formais de educação. Compreendendo a atividade de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) a partir de um caráter educativo, problematizou-se o desenvolvimento de produções agroecológicas frente aos espaços não formais de educação e a extensão rural, tendo em vista que nestes espaços é possível construir mecanismos educativos que contribuam para o desenvolvimento local dentro de uma perspectiva sustentável. O estágio foi realizado na associação de Assistência Técnica e Assessoria aos Trabalhadores Rurais e Movimentos Populares - CACTUS, localizada em Senhor do Bonfim – BA, e teve por objetivo a compreensão dos desafios e impactos da função social dos espaços não formais de educação no desenvolvimento de produções agroecológicas a partir da atuação da CACTUS em comunidades rurais de Filadélfia e Caldeirão Grande, na Bahia. A vivência do estágio pautou-se em compreender esta dinâmica a partir de visitas técnicas e roda de conversa com os agricultores atendidos pela CACTUS. A partir destas experiências, foi possível compreender como as práticas educativas estão imbuídas no cotidiano da extensão rural e quais são os desafios e impactos encontrados em meio as perspectivas de produções agroecológicas. A vivência em espaços não formais de educação provocam o licenciando a refletir sobre a importância da prática profissional nestes espaços para o contato com outros saberes.

Referências

ASSIS, Renato Linhares de. Agroecologia no Brasil: análise do processo de difusão e perspectivas. Campinas: 2002. Disponível em: < https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/230503 >

CAPORAL, Francisco Roberto. Agroecologia: uma nova ciência para apoiar a transição a agriculturas mais sustentáveis. Brasília: 2009. Disponível em:

< http://www.cpatsa.embrapa.br:8080/public_eletronica/downloads/OPB2442.pdf >

CARDODO et al.. Guia Metodológico da Caderneta Agroecológica. Recife: Fida, 2019. Disponível em: < https://www.portalsdr.ba.gov.br/_portal/anexos/anexo_formater/Guia-de-uso.pdf >

CARMO, M. S. do; COMITRE, V.; BORSATTO, R. S.; MOREIRA, R. M.; STAMATO, B. O diálogo necessário entre extensão rural e Agroecologia. Retratos de Assentamentos, [S. l.], v. 18, n. 1, p. 269-290, 2015. Disponível em: <https://retratosdeassentamentos.com/index.php/retratos/article/view/190>.

FERREIRA, D. N. C.; MARINHO, C. M.; SILVA, A. F.; VIEIRA, M. C. A. A utilização da caderneta agroecológica por mulheres de comunidades rurais no projeto Pró-Semiárido, Bahia. Revista de Educação Popular, Uberlândia, v. 21, n. 1, p. 331–345, 2023. Disponível em: <https://seer.ufu.br/index.php/reveducpop/article/view/62077>.

FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação?. 16ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.

MOURA, Adriana Borges Ferro; LIMA, Maria da Glória Soares Barbosa. A reinvenção da roda: roda de conversa, um instrumento metodológico possível. 2014. Disponível em: <https://periodicosonline.uems.br/index.php/interfaces/article/view/448/414>

Pró-Semiárido. CAR-BA. Disponível em: https://www.car.ba.gov.br/projetos/pro-semiarido

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

Downloads

Publicado

2026-07-06