FORTALECIMENTO DA RESILIÊNCIA RURAL POR MEIO DA ORIENTAÇÃO TÉCNICA, PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL PROPAGATIVO DE ESPÉCIES FORRAGEIRAS NO TERRITÓRIO VELHO CHICO
Palavras-chave:
resiliência rural, palma forrageira, segurança alimentar, sustentabilidadeResumo
No Semiárido Brasileiro, as forrageiras são a principal fonte de alimento para os ruminantes domésticos. Mais de 70% das espécies conhecidas da flora da Caatinga compõem a dieta de bovinos, caprinos e ovinos. Essas plantas possuem características próprias que permitem sua sobrevivência e produção satisfatória mesmo em condições adversas. Espécies adaptadas a esse ambiente conseguem produzir grandes quantidades de massa verde durante longos períodos com pouca chuva. Para os produtores, é essencial buscar capacitação para maximizar o aporte forrageiro de suas propriedades, adequar o manejo nutricional e melhorar o potencial genético dos rebanhos. A distribuição de material vegetativo para cultivos agrícolas voltados à produção de alimentos para humanos e animais, junto com a assistência técnica disponível, é um dos programas agrícolas mais importantes para a sustentabilidade local no segmento agropecuário. O presente artigo constitui uma ação voltada ao fortalecimento e aumento da resiliência das comunidades rurais no Território Velho Chico, que é uma região do semiárido nordestino marcado por desafios climáticos e socioeconômicos. Por meio de orientação técnica, produção e doação de material propagativo de espécies forrageiras – especialmente variedades de palma forrageira (miúda, gigante e orelha de elefante) – busca-se oferecer alternativas viáveis para alimentação animal em períodos de escassez e poucas pastagens. Os materiais foram distribuídos com o apoio de prefeituras, secretarias de agricultura e instituições parceiras, beneficiando diretamente dezenas de famílias. O projeto mostrou-se bastante eficaz ao promover segurança alimentar, sustentabilidade e maior capacidade de adaptação das comunidades frente às adversidades ambientais.
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